sexta-feira, 9 de abril de 2010


Saudades...
Há certas sensações para as quais não conseguimos dar um real significado.
O que eu estou sentindo agora, por exemplo...É um misto de bom e ruim, de falta e excesso... Gostaria de colocar esta sensação pra fora, apesar de gostar de sentí-la, já que me traz algumas certezas...
Certeza de que estou vivo.
Certeza do que gosto e preciso.
Certeza de amar...
E certeza de que sem não posso ficar...


Saudades


Queria que tudo o que se foi um dia voltasse de repente e inundasse meu coração e meus olhos .
Quando sinto saudades, parece que tudo realmente volta.
A infância pura e sem maldade que já se foi; meu avô artista com as unhas sujas...
O medo da noite, dos sonhos e a vontade de passar pra cama dos meus pais;
O cheiro do bolo peteleco saindo do forno, o barulho do chinelo da Lúcia, minha babá, subindo e descendo as escadas correndo...
Minha roupa em cima da cama separadinha pela minha mãe para ir ao teatro;
O esperar pelos presentes do dia das crianças, os ovos de páscoa e a batata frita que meu pai fritava às sextas-feiras lá em casa.
Tenho saudades do Cheplek, meu coelhinho imaginário. E saudades de poder imaginar e ser o que quiser.
Hoje, infelizmente, nos roubam o direito de sonhar, de ser novamente o que nunca deveríamos ter deixado de ser: crianças, puras e ingênuas.
Mas acho que é pra isso que existe a saudade. É um modo de secretamente termos de volta, por alguns milésimos de segundo que seja, o que já não alcançamos mais. Bom assim. Melhor tê-la. Faz bem à alma e o coração acalma...
Rodrigo de Alencar Mendes
Juiz de Fora, 18 de março de 2006.
18:37h
Casa dos meus pais.


*morrendo de saudades do que deixei de ser...
vida louca essa.

Um comentário:

Anônimo disse...

Que lindo Rô.Eu tbém sinto muitas saudades,inclusive de você.Machuca,dói,mas saudade só existe para pessoas felizes,amadas e que amem bastsnte.Um beijão da tia que te adora