Juiz de Fora, 05 de agosto de 2010.
Ando nas ruas a observar os personagens: percebo os trejeitos dele, o andar daquela, a fala do outro adiante. Todos têm no olhar, no andar e no respirar uma ânsia de chegar a algum ponto, abstrato ou concreto, como se alguma energia os direcionasse pra esse local.
Penso q estão todos iludidos, imersos no grande e profundo lago da vida!
Eu, cá estou, mais vazio que ovo podre da galinha. Sem saber o que escrever e deixo meus dedos tocarem o teclado do computador como se uma outra energia também os direcionasse para a escrita.
Não penso, apenas escrevo sem parar o que meus dedos querem, não tenho força para controla-los.
As palavras aparecem e rabiscam de tinta o papel a ser impresso daqui a pouco na matricial;
isso eu inventei agora.
Também não importa o que é real ou não. No papel posso fazer com que algo seja muito real desde que o leitor não me conheça.
Quando algo está impresso adquire uma personalidade própria, além daquele que escreve e que denota uma espécie de credibilidade em quem lê.
As vezes parece loucura, as vezes penso que não sei nada, mas o que realmente importa é q vomito palavras que juntas até fazem algum sentido quando lidas.
Por hoje é só.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
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